domingo, 17 de julho de 2011

TIKKUN

De acordo com o Ari (Isaque Lúria), a Unidade de Deus foi partida no exato momento da Criação. Esses “cacos” de Deus espalharam-se por todo o Universo, na forma de energia, matéria, pensamentos e ações.

Portanto não há absolutamente nada nesse Universo que não seja permeado pela Luz de Deus.

A missão de cada ser humano é devolver esses pedaços de Luz de volta à sua fonte, de modo que esses ínfimos caquinhos voltem a fazer parte do Um novamente.

Com isso em mente, nós humanos deveríamos elevar a nós mesmos o tanto quanto puderemos, purificando nossas almas nesse processo, para que possamos atingir o mais alto grau de elevação.

Por essa razão, recursos naturais devem ser usados adequadamente. Lembrem que todos os animais e plantas sobre a face da Terra foram criadas para servir ao homem – mas DEVEM ser usados adequadmente, pois quando assim o fazemos, estamos devolvendo à fonte original os pedaços de Luz que compôem esses recursos.

(A palavra kosher em hebraico não quer dizer santo ou sagrado, mas sim “próprio/adequado para comsumo”)

Quando usamos a energia vital de uma planta (ou de um animal, se você come carne), por exemplo, estamos nos apropriando dessa energia – e temos o dever de elevá-lade volta a Deus. Em outras palavras: nos alimentamos para cumprirmos as tarefas e obrigações de nossa jornada espiritual.

O mesmo princípio aplica-se a recursos econômicos: o dinheiro deve ser visto apenas como uma maneira de nos trazer conforto, assim não teremos preocupações acerca de nossa situação financeira e poderemos – de coração leve – entrar em contato com Deus através de orações, meditações e da caridade.

Pois a maneira mais fácil de repararmos nosso mundo e devolvermos os cacos de Luz para sua fonte, é imitando o comportamento de Deus.

Kabbalah on Ice

Dia desses eu assisti à final de um torneio de patinação que ocorreu na Suécia. Era a final feminina e o torneio já estava em suas últimas apresentações.

De repente eu vejo uma menina com aparência de muito jovem (que depois eu vim a ouvir, tem 17 anos) começar sua apresentação – e o que eu vi foi uma lição de Cabala prática:

1) a queda:

Não adianta. Tem vezes em que é inevitável a gente escorregar e cair. Seja por um pensamento, seja por uma ação ou pela falta dela. A gente cai e não tem jeito.

Dá até dizer que isso faz parte da evolução.

2) o levante:

Não adianta achar ruim. Caiu tem que levantar. Essa é a lei da evolução. São esses os momentos que nos permitem crescer e é pra isso que a gente vem ao mundo de Assiá (o plano físico): pra corrigir aquilo que não está direito.

É só caindo que a gente pode se levantar. Sem isso não tem evolução. Aqui no Brasil temos a letra daquela música que fala: Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!.

3) a correção:

Caiu? Levanta! Levantou? Então agora faz bonito! Não adianta a gente cometer um erro uma vez, reconhecê-lo posteriormente e depois continuar a cometê-lo como se nada acontecesse. Isso é INvolução e não Evolução!

4) a recompensa:

Todo esforço é recompensado, nada fica em vão nesse universo. Se você caiu, levantou e depois – mesmo em frente à adversidade – fez melhor do que da primeira vez e não caiu na mesma armadilha, saiba que a recompensa é certa.

À Mao Asada, que ganhou a medalha de ouro, parabéns e muito obrigado pela lição de Cabala.



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